A Gestão Sem Papel implica um salto de qualidade no modelo atual de faturamento da saúde suplementar brasileira, permitindo uma redução nos custos operacionais e uma melhor gestão dos custos assistenciais.


O faturamento da saúde suplementar é um processo que começa quando o paciente dá entrada no prestador de serviços de saúde (ex. hospital ou laboratório), para realizar algum procedimento assistencial… 


E termina após a auditoria de contas médicas realizada pela operadora de planos de saúde, para liberar o pagamento pelo serviço realizado.


Caso a auditoria da operadora decida que a conta seja indevida e efetue a glosa, que é a recusa de pagamento, o processo de faturamento se estende um pouco mais e envolve comunicações estruturadas adicionais entre o prestador e a operadora. 


Esse é um processo ineficiente e ultrapassado que ocorre em dois passos.


O primeiro passo é o envio do arquivo XML de faturamento do prestador para a operadora, que descreve o que foi feito e funciona como uma autorização de faturamento. Segue um padrão eletrônico de troca de dados, com regras bem definidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Está amplamente estabelecido nas empresas do setor. 


O segundo passo é o envio dos documentos comprobatórios dos serviços prestados. Ele é baseado em documentos físicos em papel, transporte, armazenagem de caixas e atividades manuais de checagem e conferência…


E isso gera problemas operacionais e financeiros para os prestadores e as operadoras. 

  • Prestadores: custos operacionais crescentes; prejuízos financeiros com a perda de documentos e com glosas indevidas que não são devidamente recursadas por falta de evidências (cópia dos documentos); e morosidade do processo.
  • Operadoras de planos de saúde: também lidam com os custos operacionais crescentes e com a morosidade do processo. Muitas operadoras lidam ainda com problemas na gestão dos custos assistenciais em decorrência de limitações na auditoria de contas.


É verdade que algumas operadoras não exigem a entrega dos documentos comprobatórios em papel. Porém, isso ainda não é a melhor solução porque o prestador fica responsável por armazenar os documentos em papel e por disponibilizar os documentos às operadoras sempre que necessário. O prestador ainda fica com o custo e a complexidade operacional do manuseio de inúmeras caixas de papel.


E esse fluxo de papel com as operadoras ocorre mesmo em hospitais e laboratórios plenamente informatizados e com maturidade digital. Nessas empresas, a área de faturamento precisa imprimir os documentos de atendimento para conseguir faturar os serviços prestados junto às operadoras.   


Para ilustrar bem esse ponto, vamos tomar como exemplo os hospitais digitais (ou seja, sem papel ou paperless). 


Esses hospitais possuem o mais alto grau de maturidade digital em sua operação, tendo, por exemplo, prescrição eletrônica com certificação digital e prontuário eletrônico do paciente…


E receberam um certificado de grande prestígio internacional e difícil de ser obtido, que é o HIMSS (Healthcare Information and Management Systems Society) nível 7. 


Mesmo esses hospitais digitais precisam imprimir a documentação do faturamento para enviar às operadoras. Ou seja, tudo é digital em sua operação, exceto o faturamento!


E do lado das operadoras, a comunicação por papel também atrapalha muito a sua operação interna.  Imagine o trabalho que é receber dezenas (centenas) de caixas de papel para conferência e auditoria de contas.


A modernização do processo atual de faturamento da saúde com a adoção de uma solução de Gestão Sem Papel promove importantes benefícios, tanto para a redução de custos operacionais quanto para uma melhor gestão dos custos assistenciais.


Além da tecnologia digital já estar totalmente disponível para modernizar profundamente esse processo, o Brasil já conta com um arcabouço legal bem estruturado para favorecer essa transformação (veja a imagem abaixo).

Leis de Digitalização do faturamento e dos prontuários da saúde


A boa notícia é que a transformação digital do faturamento da saúde suplementar já começou e soluções de gestão sem papel estão sendo adotadas.


Importantes operadoras já possuem soluções digitais para receberem a documentação no formato digital dos prestadores. E os prestadores buscam a solução com o melhor custo-benefício para essa transformação digital. Os prestadores que adotaram o modelo digital começam a ter sucesso.


Acreditamos que a forma mais eficiente para os prestadores fazerem essa transição para o digital seja através de soluções contratadas por uso (via Software Como Serviço, ou SaaS) e que funcionem em ambiente em nuvem. Assim, os prestadores não precisam investir em infra-estrutura e equipe adicionais, além de poder contar com uma plataforma bastante flexível e altamente escalável.